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domingo, 24 de junho de 2012
O que sobrou pra juventude?
sábado, 2 de junho de 2012
o perfil de Carla
Lembremos que a corrupção já foi responsável pelo declínio de vários impérios ao redor do mundo e através dos tempos...
O escândalo dos precatórios colocou em evidência o Estado do RN no contexto brasileiro, sendo mais um motivo de grande vergonha pra quem adotou esta terra como lar, e muito mais para os potiguares honestos de nascença (minoria?).
Se este escândalo tem um rosto, este seria o de Carla Ubarana, não por ter sido esta quem dele tirou maior proveito, mas sim pelo que foi mais evidenciado na mídia. A postura de Carla, nada mais é do que a representação da postura de todos aqueles que fazem questão de confundir o público com o privado em benefício próprio, especialmente esta elite corrupta de governa este Estado desde seus tempos de Capitania.
Meu amigo Zandro Feitosa me enviou um excelente texto de autoria de Félix Jr. Félix que define bem o perfil desta cidadã.
Este é mais um texto que gostaria de ter escrito primeiro,mas infelizmente não escrevi, e que passo a reproduzir, sem mudar uma vírgula, pois é perfeito e assino embaixo:
Fotos de Félix Jr Félix - Crônica de um dos maiores jornalistas do RN
sobre Carla Ubarana. Ele a Definiu muito bem.
Dominar e multiplicar.
Se você deixar, ela domina. Faz questão de dominar e pronto. Dominou.
Pelo olhar, pelas palavras, pela arrogância, pela eloquência
> > impulsiva, imperativa. Ela dominou os precatórios, nem pestaneja ao
> > dizer, foi aos mais luxuosos hotéis franceses, enriqueceu, apareceu na
> > Rede Globo. Ela é fantástica na petulância, amedronta pela caixa preta
> > que faz questão de aparentar e é novelesca no acinte.
> >
> > Ainda era noite das mães quando se fez celebridade nacional a ex-chefe
> > do Setor de Precatórios do Tribunal de Justiça do Rio Grande do Norte,
> > Carla Ubarana. A mulher que detonou um milionário esquema de corrupção
> > do qual contou usufruir talvez por saber ser esta uma terra de
> > exibicionistas.
> >
> > Milhões foram tungados do meu, do seu, do bolso do caboclo e da
> > cabocla que saem às cinco da manhã de sua casa na Zona Norte para
> > trabalhar no comércio, voltar em ônibus que parecem latas de sardinha,
> > dar atenção aos filhos e desmaiar em sono comatoso.
> >
> > Caboclos e caboclas de uma aldeia sem segurança, educação e hospitais
> > lotados de velhos e crianças sendo substituídos quando viram defuntos.
> >
> > Eis a mulher que ingênuos pensavam arrependida. Estava segura de si,
> > como uma Odete Roitman bem-sucedida. Decidida, arrumada, semblante de
> > assustar Hannibal Lecter, aquele do filme O Silêncio dos Inocentes. O
> > olhar do ator Anthony Hopkins, por ficcional, me assustou menos que o
> > aspecto autoritário e calculista da dominadora dos precatórios ao
> > jornalista da Globo.
> >
> > "Eu domino os precatórios". Sua definição, sumária como uma sentença,
> > quis dizer muito mais para qualquer anotador antiquado e em desuso
> > (meu caso). Ela mandava dizer, ao Brasil, que dominava muito mais do
> > que papéis e cédulas. Como não sou juiz nem repórter metido a usar
> > toga virtual, a Justiça decidirá.
> >
> > A Dominadora dos Precatórios, se demonstrou toda a autossuficiência
> > sob vigilância do Batalhão de Operações Especiais e depois de
> > desmontada pela investigação do Ministério Público, como não terá
> > tratado os seus subordinados, em seu estilo "eu mando, eu posso, vocês
> > obedecem, tenham juízo?" Imaginem.
> >
> > Nem as imagens da mansão praiana cinematográfica, dos automóveis
> > luxuosos, do dinheiro transformado em papel higiênico, de certo para
> > nos simbolizar como produto do esquema, nada foi tão certeiro quanto o
> > cinismo da mulher que mandava e ainda parece governar o caso tendo o
> > luxo como objetivo e o lixo de metodologia.
> >
> > Seu vaidoso marido, tão secundarizado e providencial ao catalogar aos
> > promotores, o destino do que foi roubado, parece um pacato obediente.
> > Ela, não. Ela domina.
> >
> > Precatórios que lhe proporcionaram uma vida nababesca de Código Penal.
> > Tomei um Dramin quando ela terminou de falar. Ela assusta. Se a mim
> > foi assim, imagine a quem deixa transparecer que tem nas mãos sob o
> > medo imposto por aquele olhar transfixante.
Crônica Campinense III
Crônica Campinense II
terça-feira, 1 de maio de 2012
CRÔNICA CAMPINENSE ( I )
terça-feira, 17 de abril de 2012
Vamos falar inglês?
Há um tempo, uma pessoa conhecida minha quis me provocar e disse: “...como que você que se diz tão anti-imperialista, quase antiamericano, fala inglês...não era pra você falar inglês...não...”
Coitada desta pessoa que pensa assim. Lembro-me que na hora não respondi nada, muito mais pra não dá razão e aumentar a provocação do que concordar com ela, mas o fato do inglês existir como língua interacional hoje em dia diz pouco respeito ao fato da nação hegemônica no mundo também falar inglês...
Muito embora o inglês tenha atingido o seu status global graças ao fato dos dois últimos grandes impérios globais, o britânico e o americano, falarem inglês, hoje me dia este fato não é mais determinante na definição do status mundial do idioma, pois o Império Britânico faz tempo deixou de existir, e o império americano está em franca decadência, curiosamente, e na contramão, a língua inglesa continua franca mundo a fora.
Minha esposa agora está aprendendo inglês e eu dou o maior apoio.
...o inglês é hoje o que o grego foi na antiguidade, o latim foi pra idade média, ou o francês foi nos séculos XVIII e XIX, a tal língua franca universal, e sinceramente não vejo substituto pra o inglês nesta função. O espanhol? Não, mesmo que quase todo o continente americano fale espanhol, ainda é uma língua muito setorizada. O russo? Também não, desde o fim do comunismo efetivo e a derrocada da União Soviética, o russo perdeu seu prestígio. O alemão? Nem pesar, é língua de filósofos, além de ser difícil e feio e ruim de expressar. O japonês ou o chinês? Muito difícil, pois ambos os idiomas são complicadíssimos de escrita por ideogramas, ao invés de letras e são de difícil expressão.
O esperanto propriamente dito? Mais difícil ainda, além do que, em minha opinião, um idioma artificial jamais teria o poder de se impor de per si...
Então ainda teremos o inglês como língua franca por muitos, muitos anos à frente, mesmo após quando os grandes impérios de língua inglesa, britânicos e americanos, tiverem seu ocaso...
Não vejo melhor candidato pra língua universal, independentemente do aspecto "colonial", o inglês é prático, relativamente fácil de aprender, sonoro e bom de expressar.
Enquanto isso, o nosso querido idioma português, a tal última flor do Lazio, continuará a ser a velha língua periférica que sempre foi, aliás, o idioma português só tem alguma projeção mundial por causa do Brasil. Se não fosse o Brasil, o português não teria destaque na página inicial da Wikipédia, não seria a quarta ou quinta língua mais falada no mundo, nem muito menos seria um dos idiomas das Nações Unidas.
Sem o Brasil o português teria o mesmo prestígio internacional do croata, ou do esloveno, ou do corsa, ou do catalão, ou seja, nenhum.